domingo, 16 de maio de 2010

ILHA DO MEDO.2009

ILHA DO MEDO
Shutter Island (EUA, 2009). Policial. Suspense.

Willis de Faria (CINEFILOMANIACOS) diz: 5 de abril de 2010 às 1:51 am
 
O trabalho diretivo de Martin Scorsese é simplesmente fenomenal. O icônico cineasta exteriorizou na perfeição uma intrigante história sem nunca descurar nas vertentes técnicas, ou seja, ele explorou habilmente o argumento, mas sempre se preocupou com os pormenores técnicos que acompanham essa exploração exaustiva da história, como por exemplo, as seqüências ilusórias do protagonista são extremamente significativas e os cenários obscuros e decadentes alimentam e acompanham a incerteza da narrativa e o espírito da instituição. O cineasta também demonstrou uma atenção especial para com a capacidade intelectual do espectador ao não explicitar a história de uma forma concreta e conclusiva, obrigando o espectador a procurar as respostas por ele próprio. O elenco é qualitativamente liderado pela excelente desempenho de Leonardo DiCaprio, um ator que se aproxima cada vez mais de um nível de excelência. O protagonista é assombrado por um passado traumático que o interliga com a instituição que investiga assim se explica as inúmeras hipóteses teóricas que nos apresenta e que nos deixam na dúvida sobre o que é verdade e o que é uma invenção, assim sendo, nunca temos certezas absolutas ou irrefutáveis sobre quem é o vilão ou quem é o herói da historia porque o próprio interveniente principal não é muito fidedigno porque também nos apresenta uma extensa historia de violência. Ao fantástico ambiente de suspeição e de incerteza que é levantado e continuado pelo argumento, ambiente esse que é constantemente alimentado por cativantes reviravoltas e criativas suposições também se junta às fantásticas abordagens intelectuais sobre as conseqüências psicológicos que os traumas têm na estabilidade mental dos indivíduos, uma abordagem que é especialmente efetuada nos últimos momentos de “Ilha do Medo”. Mark Ruffalo e Ben Kingsley abrilhantam o elenco secundário com excelentes interpretações individuais, mas é o último que arranca os maiores elogios porque tanto nos convence como vilão ou como herói. A dúvida e a paranóia dominam a história desta produção que nos oferece uma conclusão que é bastante lógica, mas que certamente surpreenderá os espectadores. Nota: 10,0

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