A ÁGUIA DA LEGIÃO PERDIDA (THE EAGLE. 2010), romance da inglesa Rosemary Sutcliff, é belíssimo. Quase uma continuação do filme que esteve recentemente em nossas telas: O Centurião (Centurion. 2010), quando a nona legião de 5.000 centuriões romanos foi massacrada em uma emboscada pelos selvagens Pictos, que viviam após as muralhas de Adriano, e se refugiavam nas terras altas da Escócia. O filme se passa 20 anos depois, pois o pai de Marcus Áquila, era o Comandante dos Centuriões massacrados, e ele veio para resgatar a Águia, símbolo do Império Romano. E ao ser levado às telas pela dupla sensacional de O Último Rei da Escócia (Kevin Macdonald, diretor, e Jeremy Block, roteirista) o mundo aguardou com ansiedade, até que surgiu A ÁGUIA. Um épico que peca pelo roteiro inodoro, incolor e insípido. Falta profundidade, substância, conexão, e as apostas não foram suficientemente altas para um épico que coloca a honra e a amizade no centro. A história da NONA é maravilhosa, o livro é empolgante.Há várias batalhas (mas nunca sangrentas) e um relacionamento memorável entre senhor e escravo evolui através do filme. Tahar Rahim, Donald Sutherland e Mark Strong estão no elenco, entre outros.Se você não se preocupa tanto com profundidade, vale à pena assistir cada um dos 105 minutos. Estreia no Brasil em 23/09/2011.Vale o ingresso. Nota: 6,0
Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles (Battle:Los Angeles), é excessivo e demasiadamente sobrecarregado com os clichês de filme de guerra. Eu não estava convencido emocionalmente neste filme, nem me foi surpreendido pelos efeitos especiais desde o estilo foi definitivamente arrancada do Distrito 9, com o seu estilo corajoso. O filme em si foi como Rambo, atirando para longe e nunca ficar sem munição, porque cada um dos soldados nunca ficou sem munição para emprestar uns aos outros. O filme irá apenas contemplar somente os viciados ação mais ardente. Se você gostou do que viu no trailer (s) e são muito bem com a obtenção de duas horas do mesmo, então você deve se contentar com o que está presente. Isto é uma vergonha já que o filme não mostra potencial e ainda dá dicas em ser algo mais elaborado, mas ele nunca mergulhou como um filme de ação julgada principalmente sobre os conflitos na tela é suficiente e comporta até melhor do que a maioria de seus precursores tipicamente da média. Assim, os viciados do gênero, provavelmente irão obter o que eles estão procurando. É claro, o final foi feliz de Hollywood. Duas horas cheia de muitos gritos e explosões sem sentido, tudo visto através de uma câmera trêmula. Eu gostaria de comentar sobre o desenvolvimento do caráter ruim, mas eu nunca conseguia dizer a qualquer um deles à parte, nem me importo o suficiente para tentar. Vale apenas como entretenimento, puro e simples. Nota: 5,0
Considerada uma das mulheres mais belas do mundo e uma diva dos anos de ouro do cinema norte-americano, a lendária atriz Elizabeth Taylor morreu aos 79 anos, em Los Angeles.
A atriz estava internada há seis semanas no hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde acabou por falecer. Taylor sofria de uma grave insuficiência cardíaca e já em 2009 tinha sido operada ao coração. Há cerca de cinco anos que Elizabeth Taylor usava cadeira de rodas, dada a sua incapacidade física.
A sua morte foi, entretanto confirmada pelo filho da atriz, Michael. "É devastador", disse o filho ao "USA Today". A atriz "morreu tranqüila, rodeada pelos filhos Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton", pode-se ler num comunicado emitido pela família, que lembra também que Elizabeth Taylor tinha dez netos e quatro bisnetos. "Era uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo, com muita paixão, humor, e amor", descreve o filho Michael no mesmo comunicado.
Elizabeth Taylor, uma das mais mediáticas atrizes de Hollywood, nasceu em West London, Reino Unido, a 27 de Fevereiro de 1932. Filha de pais americanos, a atriz mudou-se para os Estados Unidos em 1939. Começou a sua carreira no cinema muito nova: tinha 10 anos quando foi contratada pela Universal Pictures para o filme "There's One Born Every Minute". Mas foi em séries infanto-juvenis que começou a revelar o seu talento. Em 1943 participou na série "Lassie". E desde então nunca mais parou, como provam os números dos filmes em que participou - mais de 50.
Adulada e aclamada pela crítica, Elizabeth Taylor venceu dois Oscar da Academia na década de 1960 pelos papéis nos filmes "Quem tem medo de Virginia Woolf" (1967) e "BUtterfield 8" (1961). Foi ainda nomeada para mais três com os filmes "A Árvore da Vida" (1958), "Gata em Telhado de Zinco Quente" (1959) e "Bruscamente no Verão Passado" (1960). Embora "Cleópatra" (1963) não lhe tenha valido qualquer nomeação para os Oscar, o filme ficará para sempre como um dos grandes sucessos da atriz.
Mas não só de glamour se fez a vida da atriz. Elizabeth Taylor foi várias vezes alvo dos tablóides pelos seus hábitos luxuosos, como a sua paixão por jóias que a levou mais tarde a criar uma coleção com o seu nome. A sua longa amizade com Michael Jackson também a pôs no centro das atenções. Quando o cantor morreu, Elizabeth Taylor mostrou-se triste e chocada com a notícia. “Eu amei o Michael com todo o meu coração e não consigo imaginar a vida sem ele. Tínhamos tanto em comum e divertíamo-nos tanto.”
Longe das câmaras e dos holofotes da fama, Elizabeth Taylor foi uma ativista. A atriz participou e organizou vários eventos a favor de causas humanitárias, tendo sido uma das grandes vozes na batalha contra a sida. Em 1991 fundou a American Foundation for AIDS Research (AmFar), após a morte do seu colega ator e grande amigo Rock Hudson, em 1985. Elizabeth Taylor foi das primeiras figuras públicas a falar sobre a doença, tendo angariado, ao longo dos anos, milhões de dólares para ajudar no combate à doença. Mesmo nos últimos anos, já debilitada, a atriz continuou a lutar pela causa.
Segundo o site de entretenimento TMZ, Elizabeth Taylor deve ser enterrada no cemitério Westwood Village Memorial Park, em Los Angeles. Local onde estão também sepultados Marilyn Monroe, Natalie Wood, Truman Capote, Farrah Fawcett e Dean Martin. Mas a família já fez saber que deseja uma cerimônia privada, anunciando que os pormenores do funeral, que se deverá realizar no fim da semana, serão comunicados mais tarde.
Entretanto, a família pediu a todos que, em vez de enviarem flores, façam pequenas contribuições para a fundação da atriz que luta contra a sida, através do site. E criou ainda uma página no facebook para qualquer pessoa poder deixar o seu testemunho e a sua mensagem.
Elizabeth Taylor, a última estrela.
O cinema viu Elizabeth Taylor crescer. Da menina pré-adolescente de "Lassie — A Força do Coração" à sogra mal-humorada de Fred Flintstone foram mais de 50 anos de vida na tela. Ninguém encarnou com mais propriedade o sistema de estrelas de Hollywood. Os muitos casamentos, os escândalos, os contratos milionários, o glamour do “jet set”, as receitas de beleza e, de vez em quando, uma boa interpretação garantiram muitos milhões de dólares para os estúdios de cinema, a maioria deles para a Metro Goldwyn Mayer. Entre um filme e outro — foram 54 longas-metragens — o público acompanhava a última atribulação de sua vida particular. O casamento com o herdeiro milionário da cadeia de hotéis Hilton. A traição à melhor amiga Debbie Reynolds, de quem roubou o marido Eddie Fischer. As muitas internações em hospitais. O Oscar merecido que não recebeu por "De repente no último verão". O Oscar injusto que foi parar em suas mãos por "Disque Butterfield 8". O desprezo ao marido Eddie Fischer que trocou por Richard Burton durante as filmagens de "Cleópatra", filme pelo qual foi a primeira atriz do mundo a receber um milhão de dólares por um trabalho. Os muitos textos poéticos que celebravam seus olhos cor de violeta. O casamento com Burton, o divórcio de Burton, o novo casamento com Burton. Os anéis de brilhante, os brincos de brilhante, as tiaras de brilhante, presentes do marido, do ex-marido, do futuro marido Richard Burton. As bebedeiras em público...
Elizabeth Taylor foi tão vigiada fora das telas que seus papéis no cinema ficaram em segundo plano. E ela era uma boa atriz. Esteve impecável em melodramas como "A última vez que vi Paris", em adaptações teatrais como "Gata em teto de zinco quente", em dramas psicológicos como "Quem tem medo de Virgina Woilf", em comédias como "A megera domada".
Mas acima da boa atriz sempre brilhou a estrela de Hollywood. A britânica Elizabeth Rosemond Taylor transformou-se em Liz Taylor por obra dos estúdios de cinema. Vendeu sabonetes, revistas de fofocas, biografias não autorizadas e muitos, muitos ingressos de cinema. Foi a maior das estrelas. Foi a última delas também. Com a morte de Elizabeth Taylor, aos 79 anos, nesta quarta-feira em Los Angeles, o star system, enfim, acabou.
O auge da carreira da actriz coincidiu com a fase final da época dourada de Hollywood, nas décadas de 1950 e 1960. Cleópatra, a grande produção assinada por Joseph L. Mankiewicz, é o mais popular dos filmes protagonizados por Elizabeth Taylor, que conheceu o realizador ainda adolescente, em Cannes.
Abaixo pode recordar alguns dos filmes de referência na obra de Elizabeth Taylor – excepto Cleópatra, todos os outros valeram à atriz nomeações aos Oscares. Venceu duas estatuetas douradas, primeiro com BUtterfield 8, de Daniel Mann, e depois com Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, de Mike Nichols.
Juntos, fizeram primeiro Bruscamente no Verão Passado, que valeu a Taylor uma das cinco nomeações aos Óscares. Mas foi com Cleópatra que fizeram história, tanto a do cinema como a do mundo: à lendária sensualidade e decisão da rainha do Nilo, conhecedora de segredos de beleza avançados para a sua época, o séc. I a.C., Liz adicionou os traços físicos impolutos de uma estrela; o resultado foi uma mulher ímpar para o imaginário coletivo.
Abaixo pode recordar alguns dos filmes de referência na obra de Elizabeth Taylor – excepto Cleópatra, todos os outros valeram à actriz nomeações aos Óscares. Venceu duas estatuetas douradas, primeiro com BUtterfield 8, de Daniel Mann, e depois com Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, de Mike Nichols.
Algumas das cenas dos filmes de Elizabeth Taylor
Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Mike Nichols, 1966)
Cleópatra (Joseph L. Mankiewicz, 1963)
BUtterfield 8 (Daniel Mann, 1960)
Bruscamente no Verão Passado (Joseph L. Mankiewicz, 1959)
Gata em Telhado de Zinco Quente (Richard Brooks, 1958)
Oscar consagra 'O Discurso do Rei' com quatro estatuetas.
Com quatro importantes prêmios na noite, O Discurso do Rei sai como o grande destaque da 83ª edição do Oscar vencendo as categorias de Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro Original na premiação que aconteceu na madrugada desta segunda no Kodak Center em Los Angeles.
Hooper, que bateu o favorito David Fincher (A Rede Social), ganhou uma estatueta mesmo com um currículo bastante reduzido em cinema - ele é mais conhecido por seus trabalhos em TV. Já Colin Firth, que levou Melhor Ator por sua performance como o Duque de York, e posterior Rei George VI, ganhou o prêmio em cima de Jeff Bridges, que no ano passado bateu Firth nessa mesma categoria.
Outro filme que também levou quatro estatuetas para a casa foi o sucesso de bilheteria A Origem. Com o Oscar de Melhor Fotografia, Edição de Som, Som e Efeitos Visuais, o filme de Christopher Nolan surpreendeu outros filmes como Bravura Indômita, grande favorito a levar o prêmio de Fotografia.
De uma maneira geral, a premiação seguiu as previsões. Como esperado, Natalie Portman levou o Oscar de Melhor Atriz pelo papel da bailarina obcecada pela perfeição em Cisne Negro e, com isso, deixou mais uma vez a estatueta escapar das mãos de Annette Bening, que concorria pela quarta vez ao prêmio. Também na categoria barbada, o elenco de O Vencedor foi reconhecido com o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Christian Bale e o de Melhor Atriz Coadjuvante para Melissa Leo.
A Rede Social, tido por muitos como grande favorito da noite depois de levar o Globo de Ouro este ano, terminou a noite com "apenas" três estatuetas: Edição, Roteiro Adaptado e Trilha Sonora Original, esta última criada por Trent Reznor, o fundador da banda Nine Inch Nails.
Na categoria Melhor Animação, outra aposta certa de 10 entre cada 10 bolões: não tinha para ninguém além da turma de Toy Story 3.
Já na lista de Melhor Documentário, bastante esperada pelos brasileiros que torciam por Lixo Extraordinário, co-produção Inglaterra/Brasil, tudo que se de pode dizer é: ainda não foi desta vez. Venceu Trabalho Interno, filme que já era cotado como um dos grandes favoritos por tratar de uma questão que abalou, sobretudo, os Estados Unidos: a crise financeira internacional.
Entre os filmes estrangeiros, assim como aconteceu no Globo de Ouro, o dinamarquês Em Um Mundo Melhor não deu chance para seus concorrentes, entre eles Biutiful, de Alejandro Iñarritu e estrelado por Javier Bardem.
Confira abaixo a lista completa dos vencedores:/
Melhor direção de arte Alice no País das Maravilhas Melhor fotografia A Origem Melhor atriz coadjuvante
Melissa Leo, por O Vencedor Melhor animação Toy Story 3 Melhor roteiro adaptado A Rede Social Melhor roteiro original O Discurso do Rei Melhor filme estrangeiro Em um Mundo Melhor Melhor ator coadjuvante
Christian Bale, por O Vencedor Melhor Trilha Sonora Original A Rede Social Melhor Mixagem de Som A Origem Melhor Edição de Som A Origem Melhor Maquiagem O Lobisomem Melhor Figurino Alice no País das Maravilhas Melhor Curta em Documentário Strangers No More Melhor Curta God Of Love Melhor Documentário Trabalho Interno Melhores Efeitos Visuais A Origem Melhor Edição A Rede Social Melhor Canção Original We Belong Together de Toy Story 3 Melhor Diretor
Tom Hooper, por O Discurso do Rei Melhor Atriz
Natalie Portman, por Cisne Negro Melhor Ator
Colin Firth, por O Discurso do Rei Melhor Filme O Discurso do Rei